Minha garganta tem o gosto ácido de todas as verdade que não proferi, todas as centelhas que meus olhos fotografaram estão descansando em minhas poesias obscuras. Meu flerte inevitável com o mistério me trouxe a singularidade do teu toque nas noites de meus pudores a flor da pele. Mas em minhas veias onde a verborragia escorre suas mil faces, sinto a ferocidade do desejo ao toque queimar-me as entranhas. Sou o sangue respigando de um pulso cortado. Sou o calafrio que acabas de sentir ao saber que manipulo-te enquanto me decifras. Sou a lagrima que se recusa a cair de seus olhos, porque enxergar o mundo pelo teu ponto de vista me parece suculento demais para não ser aproveitado ao máximo.
John and blues
(via velejo)









